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Jornal Qualidade & Excelência
Desde: 31/03/2017      Publicadas: 4      Atualização: 31/03/2017

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 Custo Qualidade

  31/03/2017
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Custo da Qualidade !!! Qual sua importância na saúde ?

No nosso entendimento, ficou muito claro o papel da qualidade na luta pela sobrevivência dos pontos de saúde, cujos reflexos são atestados na coordenação dos processos, que resulta na redução das falhas desses mesmos processos e, conseqüentemente, na melhoria contínua da qualidade na saúde que chegam aos pacientes.

Custo da Qualidade !!! Qual sua importância na saúde ?


Segundo artigo publicado no Jornal Folha de São Paulo, na Folha Sebrae, de 20 de março de 1994 – “Que tal combater o desperdício?” “Desperdício é todo e qualquer recurso que se gasta na execução de um produto ou serviço além do estritamente necessário (matériaprima, materiais, tempo, dinheiro, energia, etc.). É um dispêndio extra, acrescentado aos custos normais do produto/serviço, sem trazer qualquer tipo de melhoria ao cliente”. “O lixo tem-se tornado o principal símbolo do desperdício”. (Eigenheer, 1993, p.23) caracterizou o lixo e o desperdício como faces de uma mesma moeda: “grande parte do que desperdiçamos vai para o lixo” (Eigenheer, 1993, p. 23). Outra questão colocada em relação ao desperdício é aquela devido ao tempo, tempo gasto com processos não bem sucedidos, tempo gasto com retrabalho, etc. O desperdício na área da Saúde não é diferente do que ocorre em qualquer outra área ou atividade. Há desperdício das mais variadas formas. A falta de leitos que os hospitais em geral carecem, tem como origem principal à escassez de recursos financeiros, mesmo tendo ações para contenção de custos. Juntando a isso e a não utilização adequada de leitos é segundo Fá- vero (1975, p. 3), agravada pelo desperdício no uso dos existentes “De maneira geral, pode-se dizer que este desperdício ocorre de duas maneiras: uma chamada subutiliza- ção e outra que poderíamos chamar utilização inadequada. A subutiliza- ção ocorre quando o hospital não chega a utilizar os leitos em um ní- vel aceitável. Em outras palavras, trabalha com percentagem de ocupação abaixo do recomendável”. Seria este o primeiro tipo de desperdício com relação à utilização dos leitos. “...o segundo tipo de desperdício, que chamamos utilização inadequada, pode ocorrer em hospitais com elevada percentagem de ocupação e diz respeito à duração da internação”. (Fávero, 1975, p. 4). Também com relação à duração de internação, segundo Fávero (1975, p. 4), que “quando a duração da internação é maior que a necessária, são consumidos leitos-dia que poderiam beneficiar outro doente,em outras palavras, estamos jogando fora um recurso dispendioso e extremamente disputado, principalmente em países mais pobres. Este tipo de inadequação no uso dos leitos é mais sutil e difícil de ser percebido, a não ser quando os pacientes permanecem tempo exageradamente longo no hospital, como nos casos de alguns hospitais psiquiá- tricos. Dentre aqueles pacientes que deveriam ficar, por exemplo, cinco dias e permanecem seis ou sete, torna-se difícil perceber o problema. Nem por isso este tipo de desperdí- cio deixa de ser importante. Talvez esta característica o torne ainda mais grave, uma vez que pode passar despercebido e sem correção por longo tempo”. Com relação aos aspectos gerenciais, esses podem levar também a situações de desperdício. “...os aspectos gerenciais crescem, também, de importância, quando sabemos que os recursos disponíveis para a saúde são sempre considerados insuficientes. A boa aplicação desses recursos, portanto, se impõe, inclusive, como pré-requisito para sua ampliação” (Batista, 1994, p. 79). Há ainda, outros tipos de desperdícios existentes na área da Saúde, tais como: desperdício com materiais, destacando os materiais hospitalares; com medicamentos, em especial, os injetáveis, com sobras desprezadas; energia e água, recursos naturais usados abusivamente, sem restrição, lixo hospitalar, onde o “lixo é o principal símbolo do desperdício”. Outros não tão menos expressivos, mas que necessitam de controle como o uso excessivo do telefone, alimentos que são jogados fora em grande quantidade,compra de material de qualidade (questionável, quando o preço passa a ser o diferencial), equipamentos com falta de manutenção preventiva entre outros. Os prováveis itens de desperdí- cios na área da Saúde podem ser classificados em termos de gerenciamento da Qualidade Total, abordados pelo método dos Seis (6) M’s, de um Diagrama de Ishikawa, que traz como benefício “... obrigação da equipe a parar, considerar a complexidade do problema e fazer um exame objetivo de todos os fatores que podem causá-lo. Da mesma forma que o fluxograma dá à equipe uma forma estruturada e disciplinada de entender o processo existente, o diagrama de causa e efeito oferece uma maneira estruturada de gerar hipóteses sobre as fontes de uma falha no processo”. (Berwick, 1995, p. 200). Para melhor compreensão do que ocorre na área hospitalar os conceitos de Ishikawa (6M’s) parecem adequados para o estudo do desperdí- cio, sendo subdividido em seus diversos componentes: materiais, recursos humanos/mão-de-obra, métodos de trabalho/medições, equipamentos/máquinas, meio-ambiente e fornecedores







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